segunda-feira, 28 de dezembro de 2009


 Angústia


Queria escrever sobre o natal, desde antes do dia 25 já pensava no que falar, mas esperei passar esse dia e contar da minha experiência.
            Cresci numa família católica e o sentido do Natal pra mim é o Nascimento de Jesus, mesmo eu esperando o presente que o papai Noel colocaria na bota que eu deixei na janela. Lembrava de montar o presépio e a árvore de natal. Adorava colocar as ovelhas, o boizim atrás da manjedoura e Maria e José, Jesus no meio.
            Cada Natal eu fazia novenas de preparação visitava as casas da minha rua, no ultimo dia tinha comes e bebes. Esperava o presente da minha mãe, já não mais do bom velhinho, e também dos meus tios e parentes.
            O Natal veio se tornando um momento de angustia, simplesmente resumo. Olhava e o olho as pessoas recebendo presentes, festejando e me entristeço, não pelo fato do recebimento dos presentes, mas pelo sentido que nada tem nessas atitudes.
Se o Natal é receber e ganhar presente, e aquelas pessoas que não têm dinheiro pra comprar um ou pra fazer uma mesa de ceia com fartura, será que elas não vivenciam o Natal?
Nesse dia, “muitos choram, mas não desistem de viver”
Natal = Nascimento de Jesus. Sei que Ele não nasceu especificamente nesta data, mas a igreja adotou o dia 25 de dezembro, pois se celebra na cultura pagã a festa do deus sol. Para mostrar que Jesus é o sol da nossa vida. Festejamos, nos alegramos e esquecemos-nos do aniversariante. Deste que quis se encarnar numa família e torna-se homem como nós e aceitar o projeto de salvação do Pai.
Não tem como Jesus nascer de novo, mas que Ele nasça dentro dos nossos corações, que sejamos manjedouras para abrigarmos o AMOR.
Dia 24 participei da missa, celebrei o nascimento de Jesus com toda a liturgia, mas acabou que sai triste da igreja.
            Espero que no ano que vem seja diferente.

Noite Feliz (só pelo nascimento de Jesus)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Onde está a sua felicidade?


     Hoje essa frase ficou matutando na minha cabeça o dia todo. Sábado ela estava escrita no quadro da sala de reuniões do Kairós (grupo jovem da Igreja) que seria base para uma discussão sobre um filme (Em Busca da Felicidade) que foi passado na reunião. Acabou que no final não houve partilha. 
    Nessa segunda-feira, após titulo de Hexacampeão do Flamengo (time do coração), parei pra refletir sobre essa pergunta que inquietou o meu coração. Ao olhar a torcida do Flamengo vibrando e gritando (a maior do Brasil) com o titulo, todos sorrindo, felizes, transcendendo a realidade, multidões no Leblon, a TV tremendo, pois o Maracanã tremia. Todos vivendo um momento inexprimível, jamais experimentado por alguns. 
    Fiquei pensando qual era a minha felicidade, se ela se comparava às pessoas do Maraca, se era a minha vida, minha família, meus amigos, Deus, a igreja, Eucaristia, Emanuel, o melhor do Brasil: Flamengo... 
    Todo mundo quer ser feliz, inclusive eu (nem sei por que seria exceção). É uma busca constante, em vários lugares, de vários jeitos. 
     Alguns são felizes se drogando, tomando porre, sendo máquinas sexuais, estudando, zuando, buscando a carreira sonhada, $ (adorando o deus de papel), bens tangíveis, sucesso pessoal, no relacionamento. 
     Há tantas formas de se buscar a felicidade umas, no meu conceito, certas outras erradas.

 Cada um tem sua opção.


Algo que é certo: ela não vem sem esforços.


Mas voltando a pergunta “Onde está a sua felicidade?”.


Minha resposta está guardada no meu coração e vinculada com a minha fé, simplismente:  Amor = Deus.


Ao ler este post peço que reflita sobre essa pergunta na sua vida.

Procure descobrir

Onde está a sua felicidade?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Tempo Intemporal

Estudando para a prova de comunicação e tecnologia, me deparei um dos capítulos de Castell, do livro Sociedade em Rede, que fala sobre o Tempo.

“Gera dinheiro”
“Deixa agente velho”
No trabalho: “ô tempo que não passa”
“naquele tempo”
“nuss, no tempo que eu era criança”

           No capitulo me aprofundei sobre a matéria, pois tinha prova né, mas o que me chamou atenção foi quando ele falou sobre a morte e eternidade. Ele destacou a busca incansável do ser humano para abreviar e baní-la do nosso dia-a-dia, além da utilização de pesquisas cientificas, tecnologia médica e biológica. A eternidade é uma ânsia de vários povos e civilizações. Lembrei das histórias de elixir, porções, água da eternidade que sempre passavam nos desenhos animados e impediam que os personagens ficassem velhos ou morressem.
           Queremos ser eternos. Quando eu era adolescente não queria deixar este estado nunca. Acabou que isso não aconteceu.
           A morte pra mim é algo normal, uma pequena mudança de espaço, saímos do terreno e vamos para o espiritual. Somo eternos! A vida não acaba na morte. Eu tinha medo de morrer quando era mais novo. Ficava pensando como seria morrer. Será que eu poderia ver as pessoas que iriam ao meu velório? (minha vontade até hoje) como seria o estado espiritual? O Céu? Tão falado. E talvez o inferno, será que teria fogo.
Ouvi uma vez e ficou marcado que:
“inferno é ausência de AMOR
          Apesar das minhas indagações e incertezas a morte não tem mais tanto peso nas minhas preocupações. Tem outras coisas...
          Eternidade, imagina você vivendo eternamente, completando 500 anos e jovem. Não sei como seria: bom ou ruim.
         Mas enquanto muitos querem viver eternamente, talvez pudessem pensar em ser eternos na memória das pessoas, por causa das atitudes, das benevolências, da luta pelos que sofrem e etc. são vários pontos que poderíamos ser eternos.
       O triste é chegar ao final da vida e “não agradecer a Deus por ter vivido, mas desculpar-se ante a Ele por ter simplesmente passado pela vida.”


De onde eu tirei o fragmento acima:

É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem; que não conhecem a dor da derrota, mas não tem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final da jornada na terra, não agradecem a DEUS por terem vivido, mas desculpam-se ante a ELE por terem simplesmente passado pela vida.
Robert N. Marley 


Video de uma musica que gosto do Oficina G3 - O Tempo