sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Santa Missa: “Que saco acordar cedo!”

 

“Se os homens conhecessem o valor da Santa Missa, a Polícia teria que estar sempre às portas das Igrejas para manter a ordem por causa da grande quantidade de pessoas que a assistiriam.” São Padre Pio

            A Sagrada Liturgia, o Santo Sacrifício, Missa Sacrificial, Ceia do Senhor, Fração do Pão, Assembleia Eucarística, Memorial da Paixão, Morte e Ressurreição, Santa e Divina Liturgia, Santos Mistérios, Sagrada Comunhão. Todas essas são designações da Santa Missa ou Missa no qual todos nós conhecemos, assistimos, participamos aos domingos em nossas Igrejas (Para saber o significado de cada designação consulte o YOUCAT – 212). Infelizmente muitos de nós temos esquecido o “Sagrado”, o “Santo” e o “Divino” desta grande manifestação do amor de Deus para nós.

            Jesus com os apóstolos, na noite em que ia ser traído, ensinou-nos a fazer memória a sua Paixão, Morte e Ressurreição (Cf. I Cor 11, 23-30). Juntamente com estes que o seguiam durante os 3 anos de sua vida pública, já o conheciam e tinham intimidade com Ele. Eles viram, ouviram e tocaram. (queria ter esta oportunidade e você?) Foi o momento de despedida e anúncio de que o Filho de Deus se entregaria numa Cruz por nós, pela nossa salvação, porque nos ama.

(A Eucaristia é) “fonte e centro de toda a vida cristã”  Lumen gentium – 11

           A presença do nosso Deus é clara na Santa Missa, no qual temos o mesmo privilégio dos apóstolos, de participarmos deste banquete e experimentarmos da manifestação de sua glória. Precisamos vivenciar este momento sublime sempre como a última oportunidade de estarmos com o Senhor, assim como como a “Ultima Ceia”. A Santa Missa é SEMPRE uma cerimônia de cura, libertação, ação de graças e o que desejar designar, mas atenção para não cairmos no equívoco de procurarmos ‘missas’, assim como selecionamos quais alimentos iremos ingerir num self service de um restaurante: “Ah hoje eu quero: arroz, feijão, carne de frango, salada e refrigerante”, “Ah não gosto dessa comida não!”, “Tá sem sal”, “A num vou comer essa comida não, porque não tem molho”. Self service da missa: “A hoje quero animação, pular, dançar e plantar bananeira”, “Hoje não vou, porque num é ‘missa de cura e libertação’”, “O padre ‘fulano de tal’ num vai celebrar não, ih vou embora”, “Que pregação horrorosa, sem unção neh”.

            Irmãos, o YOUCAT 218 a partir da pergunta: Como devemos venerar corretamente o Senhor presente no pão e no vinho? Nos fala que Porque Deus está realmente presente nas espécies consagradas do pão e do vinho, devemos guardar os dons sagrados com elevada veneração e adorar nosso Senhor e Redentor presente no Santíssimo Sacramento.

            Para de viajar quando há a proclamação das leituras e do Evangelho, não somos mais crianças para ‘zanzar’ e ‘baterpapo’ no ambiente celebrativo, somos maduros e cientes da nossa fé e por isso tomo cada palavra proclamada como o próprio Deus falando a mim e busco trazer para minha vida, junto da homilia, o que Deus quer pra mim.

Para de mandar sms ou ficar no facebook na Santa Missa e viva, verdadeiramente, este momento que pode ser o último na sua vida, assim como a “Última Ceia”. Não engane a si mesmo! #FICAADICA

             Procuremos o Senhor na Eucaristia com ou sem vontade, animado ou não, pois é Ele quem vem até nós e por sua misericórdia nos faz templos, sacrários de Amor. Em toda Santa Missa Jesus cura, liberta, salva, faz milagres, mesmo que esta seja mal preparada, mal presidida, a homilia seja ruim ou ninguém entenda nada, a partir de nossa maturidade de fé, abramos nosso coração para experimentar de Jesus Palavra e alimento para nós, pois é Ele quem está ali.

             Por último outra dica, não procuremos os milagres e bênçãos, que muitas vezes nos esvaziam e desenvolve em nós uma concepção desviada de Deus. Eu também quero e preciso de milagres e bênçãos na minha vida, mas foquemos nosso olhar e busca naquele que realiza os prodígios: Jesus de Nazaré.

Rafael Nascimento

sábado, 5 de maio de 2012

50 Questões sobre o ~ AMOR ~ V

 

Homem, mulher,
como viver a diferença?

placa-sinalizacao-homem-mulher

          Primeiro com realismo. Há diferenças: não rígidas, claro, e com variantes de acordo com a personalidade de cada um ... mas há diferenças. A pessoa é homem ou mulher em todo o seu ser e não apenas no seu corpo. Aliás, cada uma das nossas células, sem exceção, contém o cromossomo da masculinidade ou da feminilidade. Portanto, é todo o nosso ser que é sexuado.

         Assim, de maneira geral, a mulher tem uma inteligência, uma percepção das coisas e das situações mais intuitiva que o homem. É também mais imaginativa. Normalmente ele tem mais facilidade de raciocínio e não deixa voar a sua imaginação tão facilmente. Outro exemplo: a afetividade, a sensibilidade da mulher e também a sua imaginação são predominantes, principalmente na forma como abordam o amor. Para ela, o aspecto físico é secundário. Pelo contrário, no homem é o físico que desperta primeiro e depois vem a sensibilidade, de forma menos imediata.

Então como viver a diferença?

            Sejamos concretos. Primeiro é preciso conhecê-la para melhor nos respeitarmos. Quantas moças não têm consciência que algumas das suas maneiras de vestir podem perturbar os rapazes! Então, nada de se vestir como um saco de batatas - pelo contrário! - é necessária uma vigilância. A moda não se impõe de uma forma absoluta.

          E quantos rapazes ignoram por completo que as suas gentilezas imprudentes despertam nesta ou naquela moça inúmeras questões ou imaginações: "Acho que ele se interessa por mim. Até veio se sentar ao meu lado..."

A DIFERENÇA

UM DOM DE DEUS

          Mais profundamente, esta diferença entre homem e mulher é dom de Deus. Fomos feitos para nos encontrarmos, para nos amarmos. Para nos servirmos e nos apoiarmos mutuamente.
Esta diferença necessita ser educada. Cabe-nos desenvolver as nossas qualidades próprias para melhor servirmos os outros. É exigente, mas não conhecemos nós rapazes e moças que, pelo seu comportamento, pelo seu olhar, pelo que são, suscitam o respeito amigo e dão-nos o desejo de ser mais generosos, sem contudo serem moralistas?

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

50 Questões sobre o ~ AMOR ~ IV

 

Quando se tem 90 anos
ainda é possível
amarmos um ao outro?

Marcel: Temos 80 e 90 anos e casamos em 1925. E continuamos a nos amar! Como isso é possível? Digo a vocês que é muito mais simples do que o que se pensa, tudo depende da nossa concepção de amor. Amar é ser feliz e fazer o outro feliz. Isto é quase egoísta! Assim os nossos próprios desejos, que poderiam ser um obstáculo à felicidade do outro, deixam de ser prioritários. Se só pensarmos na felicidade do outro, não há razão para que ela não dure.

Georgette: Claro que isso exige um certo esquecimento de si mesmo que nem sempre é fácil. Certas questões podem ser mesmo fonte de conflitos graves.
Em relação a nós, sabíamos, quando nos casamos, que estávamos de acordo sobre o essencial: a religião, o conceito de família, a educação dos filhos, os amigos, etc. Quando isto é assim, um grandePIC_2614 número de discussões são automaticamente evitadas.
Restam as pequenas dificuldades da vida quotidiana, que sempre podem ser resolvidas se temos verdadeiramente esse desejo.
Nesse campo a franqueza é essencial, é absolutamente necessário que se possa dizer tudo, partilhar sem demora aquilo que não vai bem, com o desejo de encontrar em conjunto uma verdade que satisfaça a ambos. O silêncio nunca é solução.

Marcel: Mas como é que podemos tornar o outro feliz? Perguntariam vocês. Também isso é muito simples. É preciso estar atento às pequenas coisas. Encontrar todas as ocasiões para manifestar ao outro a sua atenção. Respeitá-lo profundamente, pois a delicadeza é uma regra de base. E se lhe juntarmos uma razoável dose de bom humor, teremos aí uma receita infalível!
Como todo mundo, também passamos por provas. Não no seio do relacionamento homem/mulher, mas no próprio desenrolar da vida: uma primeira separação por razões profissionais - durante a qual nos escrevemos todos os dias - um problema de saúde, que imobilizou a minha mulher durante quatro meses após o nascimento do nosso terceiro filho, a guerra que nos separou duas vezes seguidas - e desta vez não houve correspondência, exceto dois pobres postais por mês - a liquidação judicial da minha empresa, etc. Mas no nosso caso, as dificuldades não ameaçaram a nossa união. Pelo contrário, uniram-nos ainda mais.

Georgette: Para nós uma das maiores fontes de unidade são os nossos filhos. Agora os netos e bisnetos. Porque constituem o mesmo alvo de preocupação e amor.

Marcel: Em 67 anos, claro que o nosso amor evolui. O que sentimos agora um pelo outro é diferente do encanto do nosso encontro, ou do amor apaixonado dos primeiros tempos do casamento. Mas isso não quer dizer que tenha diminuído. Pelo contrário, diria mesmo que se enriqueceu dia após dia com tudo o que vivemos, com todas as memórias comuns e este conhecimento muito profundo que temos um do outro.

Georgette: Éramos feitos um para o outro? Não sei se a expressão é correta. Acredito mais que nós nos fizemos um ao outro. Evoluímos juntos, um pela mão do outro.
Temos a grande sorte de ainda sermos vivos os dois e de não sofrermos de enfermidades muito graves. Eu já não vejo bem e o meu marido não ouve muito bem, mas como nos dizia um amigo recentemente, "vocês estão de tal forma unidos que já não precisam, para os dois, de mais que dois olhos e dois ouvidos".

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Enraizados e edificados em Cristo…

 

Rafael Nascimento–Jornada Mundial da Juventude 2011–Madri

50 Questões sobre o ~ AMOR ~ III

 

E as discussões...
E os conflitos?

   

          Que diriam vocês de um casal que não tivesse a menor discussão? Não perguntariam qual dos dois teria absorvido o outro?
          A diferença entre o homem e a mulher é de tal forma extraordinária, que permite, através de uma abordagem diferente das coisas, um enriquecimento mútuo, desde que percamos tempo escutando um ao outro e tentando nos compreender: troca de pontos de vista, discussões, às vezes sérias, mas que ajudam o amor a crescer para um maior conhecimento.

carre Claro que - e todos sabemos disto, mesmo os que não são casados - pode acontecer que alguém esteja de tal forma apegado às suas idéias e empenhado em as impor, que não esteja nada disponível para escutar o outro. É então que se dá mal! Nenhum assunto é tratado de forma profunda, sem que se acrescente umas pequenas sentenças irônicas ou de condenação... Porque todos esses comentários inofensivos ferem o outro, uma vez que eles não o respeitam. E nós vamos reagir segundo os nossos diferentes temperamentos: explodindo, fechando-nos no mutismo ou na amargura, contra-atacando.
O amor vai para a guerra... O medo e a desconfiança tentam tomar lugar.
Guardar no seu coração amargura ou rancores, ficar remoendo o seu desentendimento, eis o veneno para o amor.
A doença é grave, mas não é mortal...

carre[1] O tratamento? Decidir acabar com os maus sentimentos e por vezes parar com as interpretações da imaginação. "Eu quero tentar continuar a te amar", dizia uma menina à sua irmã caprichosa. Esta decisão de amar de novo, de reabrir o seu coração ao outro, de o acolher e de o aceitar tal como ele é, de o ver com um olhar novo, é o que chamamos perdão. Não é apagar o passado como se ele não tivesse existido, mas é, apesar do passado, recomeçar com uma esperança e uma força novas. "Peço-te perdão por todas as vezes em que não o fiz desde que nos casamos (ou seja, em 20 anos, nunca)". Foi como se nós tivéssemos nos casado de novo, contava a senhora, o nosso casamento reencontrou a vida.
Em todas as vidas, há conflitos. Pelo perdão, eles podem, em vez de matar o amor, contribuir para fazê-lo crescer.