quarta-feira, 18 de março de 2009


Há Música que fica e música que passa
A sociedade vive a era do descartável, tudo se torna passageiro. “Se uma música não é da hora, então não serve”. Joga fora!


Quem nunca dançou “Super fantástico! No Balão Mágico, o mundo fica bem mais divertido!” ou “Eu perguntava Do You Wanna Dance e te abraçava Do You Wanna Dance”. Bom recordar estas músicas, além de várias que eu poderia citar, para enfatizar sua permanência nas nossas vidas. Chegamos em bailes anos 70, 80 e cantamos a maioria das músicas, mesmo não vivendo nessas épocas ou mesmo sem termos nascido. Será que daqui a 20 anos se cantará certas músicas que ouvimos hoje?
Creio que não. A maioria das composições da atualidade, essas que estão no auge das baladas, proporcionam uma alegria momentânea, passageira e não têm uma estrutura compositória sólida. Ficam no topo por 2 a 3 meses, e depois caem, entram no esquecimento. O seu crecimento é devido a ‘batida’ que contagia todo mundo, até mesmo quem não gosta mexe o pezinho e balança o quadril.
Compositores de plantão! O que está acontecendo com a arte de compor, de transmitir a realidade, manifestar seus sentimentos?
Creio que está entrando em extinção, como a Arara-azul, Mico Leão Dourado. A arte de compor está sumindo e meus ouvidos estão começando a doer.
Lendo sobre o assunto, vi uma postagem no Yahoo Resposta que gostaria de compartilhar.

Serio mesmo!
A criatividade esta somente com alguns, que infelizmente não fazem sucesso por conta da mídia que prefere promover apenas o que “vende”, infelizmente estes talentos passam despercebidos pela maioria que é muitas vezes obrigado a escutar coisas deprimentes e totalmente sem criatividade, sou apreciador de boa musica, e gosto de muitos estilos, me resta apenas recordar os bons tempos em que a musica não estava contaminada com pornografia e ideologias absurdas. Ahhh bons tempos! Quem dera ...” Alexandre P.

Disponível:
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20061003134339AAYYSGT

“Bons tempos” não voltam mais. Podemos fazer tempos novos. Deixar a ridicularidade das músicas pornográficas, ideologicamente violentas, sem sentido, às vezes, e partir para uma apreciação de uma boa música, que fala de amor, carinho, alegria, felicidade.

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